31/12/2007

Senta, que lá vem a estória.

Por dentro da cabeça do blogueiro.


Cobra-me o cérebro, o desejo de feliz ano para os leitores.


Feliz ano leitores!
Pronto.

Alguém aqui reluta. Acho muito frio e "cordial". Só pra dizer que o fez, que não passou em branco.

É interessante desejar pessoalmente, com abraço, sinceridade, atenção, aperto de mão e o sorriso.
Ah, mas já que não pode ser assim, que o seja por aqui!
Agindo assim, não seria verdadeiro, mas o cumprir tabela.
Pelo menos o fez!

(...)
Não levam a mal quem decidiu assim fazê-lo. É briga interna aqui.

A maneira que encontrei foi reservar um tempo pra ligar para algumas pessoas e enviar e-mails para desejar coisas boas para elas e também conversar. Além dos desejos para alguns queridos blogueiros. Vivemos reclamando da ausência de tempo em nossas vidas para o cultivo de certas cousas.
Certamente esquecerei de alguéns. Se lembrar, tentarei mandar a carta virtual mesmo tardiamente. É o mínimo. Agora, dou início à maratona.

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Frases do dia:

Fora grevista!
Vc não paga faculdade e ainda quer protestar!
Volte pra sala de aula, é lá o seu lugar! Não na rua atrapalhando o trânsito!
Onde já se viu, a universidade vazia?
Seus pelegos!

27/12/2007

Feira da Lua



De passagem por Londrina experimentei uma porção de tilápia na feira da lua, aquela perto do Moringão. Feira da lua, porque ela acontece em vários lugares da cidade, sempre de noite. A grande maioria das barracas era de comida. Além dos tradicionais pastéis (e japas trabalhando) tinha barraca nordestina, de queijos, espetinhos e de comida oriental.

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Jornalistas de férias?

Nos dias 24 e 25 não houve circulação do jornal Folha de Londrina. Achei estranho, pois como disse a minha mãe, "leiteiro e jornal são as duas únicas coisas que não podem faltar".
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Coleira anti latido é o caralho.


Aquela empresinha fajuta que vende na TV, a Polishop, invencionou uma coleira para cães que tem a função de calar deles.

"Seu cão late muito?"
Este site aqui argumenta em prol da coleira dizendo que às vezes o latido excessivo é prejudicial aos próprios cachorros. Provavelmente especialistas diriam o mesmo.

Podiam inventar uma dessa pra nós humanos, tem gente que fala demais.

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Aleatório.
Da mesa do bar. Pode um filme ressuscitar uma banda?
Pode. Os caras do Tihuana devem estar agora fumando muito mais maconha.

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Metalinguagem alá Suzano. Cada foto inserida desconfigura os espaços desta postagem. Gastou-se mais tempo recuando os espaços criados em cada inserção de imagem, do que escrevendo, provavelmente.

26/12/2007

O prof. Jonas não teve ética, deixou-me com 5.5 de média.
Achou que falou de ética o semestre todo. Falou sim. Mas, mais filosofou e divagou do que qualquer outra cousa, afinal, ele é um filósofo. E filosofia combina com jornalismo?
Devia combinar, mas o mercado... ah, o mercado...

Das coisas boas das aulas dele: os longas Dogville e o "belo" Irreversível.

Aí, a gente escapa pela tangente: as notas nem sempre refletem o aproveitamento da disciplina.

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Cheguei a uma das duas únicas lan houses de Jataizinho (donde vos escrevo), estava repleta. O horário matutino é mais barato, um real a hora.

_ 8 minutos tem uma máquina liberada - disse a Geise, a atendente, mocinha linda, duns 16 anos (mas que aparenta ter 18). Permito-me o elogio, pois conheço-a de alguns anos.

O calor por cá faz soar a testa na sombra. Saí do ambiente a fim de refrescar e aguardar a minha vez. Logo na escadinha de acesso a lan, duas moças conversavam, uma delas segurava uma criança no colo:

_ Mandei chamar a Andréia e ela fez uma vozinha (de "voz") diferente, querendo me enganar.

E encenou: a Andréia está?

Ela mesma respondeu: a Andréia não está, com aquela vozinha (e imitou a voz). Acredita na cara de pau, a Andréia tentando me enganar fingindo a voz dela?!

O bebê começou a chorar e elas foram indo-se. Passou um caminhão e ouvi atrás de mim:

_ a máquina 15 liberou Gabriel!

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No dia natalino a bagunça na cidade (Jataizinho) foi até as 4, 5 da matina, pra mais. Na praça, ponto de encontro da rapaziada.
A constatação: não importa se é natal, ano novo, carnaval, proclamação da república ou o que for, a festança é praticamente a mesma: música alta (sertanejo brega - pq tem o sertanejo raiz - e pagode) saindo de porta mala de algum carro, o pessoal enchendo a cara de cerveja e se aprumando a dançar e a falar bobagens.


Observava tudo do outro lado da rua, com algum amigo e colegas. Durei pouco, cerca de uns 40 minutos porali. E ouvi: "ué, mas já vai? Tá fraquinho ein". Apontei pro outro lado da rua e abri os braços e as mãos, desencanei de resposta. Ainda bem que o pessoal se diverte. E a gente também.

Depois, ouvimos que precisa escrever e comunicar pro povo. Como diria o Malandro: "isso não vai rolar caara!".

22/12/2007

Coisas pessoais (ou não)

Estou de férias da faculdade. Somente as 20:30 desta sexta-feira. Mas ainda restou ir sábado de manhã pra universidade entregar o último trabalho, um programa de rádio sobre a identificação jovem com a produção musical dazantigas, aquela dos anos revolucionários.
O semestre foi eterno.

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Constatação:

Enquanto ela falava sobre os mais diversos assuntos, ele babava baldes e mais baldes de adimiração e descrença em tamanha beleza.

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Os meus veteranos da Unesp, que se formaram este ano, tiraram todos nota máxima no TCC (trabalho de conclusão de curso). Deviam esfregar na fuça de um certo professor aí (o do jornal científico lá). E muitos deles já não os vejo mais. É tudo muito rápido e violento. Já estou no último ano. E ainda não deu tempo pra pensar no que isso significa. Aliás deu: muitas pessoas queridas eu talvez não as veja tão cedo, pra não dizer nunca mais.

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As mulheres são as melhores. E elas ganharam um lindo texto no Blônicas:

Mulher Malagueta.

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Sintam-se abraçados, que o natal de vcs tenha a paz Daquele que um dia inspirou esta data.

11/12/2007

Vidinha nossa.


Acordou e a primeira coisa que pensou foi fazer um cafezinho e comer, talvez, bolachas de água e sal, com o que tivesse na geladeira. Poderia ir à padaria, mas teve preguiça. Além do mais estava atrasada. Vivia atrasada. Ainda tinha que passar na casa da avó e deixar uma sacola não sei do quê. Que saco.

De tantos atrasos não tinha tempo: tempo pros amigos, tempo para si, tempo para livros, tempo para ouvir música, tempo para ler a revista inteira, tempo pro jornal que e acumulava na sala, tempo para visitar um amigo, tempo para ser feliz.

Então resolveu acender um cigarro e se sentir o máximo. Porque quando a gente fuma, a gente se sente o máximo mesmo. Aliás, por falar nisso, o maço já estava no fim. Logo precisaria ter tempo para passar nalgum boteco e adquirir outro.

Ficou pensando: necessitava baixar músicas, pois estava em “desacerto” com os novos lançamentos. E não queria ficar pra trás, pois os colegas cults não paravam de perguntar se já havia escutado esse ou aquele, lido esse ou aquele, assistido a esse ou aquele. Não sabia o que dizer, estava meio por fora, precisava se atualizar.

Com isso não tinha tempo para ou se esquecia de ligar para sua mãe ao menos uma vez por semana. Apenas quando estava em crise, fosse para “aconselhamentos”, fosse para gritar por socorro de tédio ou porque estava dodói ou ainda porque precisava de grana.

Assim, a vida passou. Nostalgia. A universidade passou, os amigos passaram, a diversão passou e o tempo de cineminha ficou. O marido veio, com ele vieram o carro popular, almoços de domingo, jornada de oito horas diárias, casa nova e pintada e decorada com poltronas únicas na sala, estante, TV 29 polegadas, tapetinho, vasos, quadros e tudo que uma habitação necessita ter. Um luxo.

Daí casaram-se. Que felicidade, uma festança, muitos presentes, muitos parentes e amigos de parentes e musiquinhas bregas e toscas pra gente alucinar na pista do salão do bifê.

Com as alianças no dedo veio a construção familiar, o casamento e o filho, uma graça de Deus, lindo, sem cabelos e com cara de joelho. Um meninão agraciado.

Entretanto, o melhor ainda estava por vir: o meninão do papai logo cresceria e, logo, seria igualzinho aos pais: sem tempo pra nada e vendo a vida passar.

07/12/2007

Sobre o autor

>Gabriel Pansardi Ruiz
um pouco do cara que (nem sempre e às vezes tem preguiça de) escrever.




















Buenos Aires, Argentina, dezembro de 2008.


Paulistano, jornalista, diplomado em fevereiro de 2009 pela Universidade Estadual Paulista em Bauru-SP. Alguns amigos costumam dizer que nasci jornalista, porém, do curso técnico identifiquei-me com o literário, e o audiovisual. Caras como Alcântara Machado e sua escrita cinematográfica do início do século XX; o espírito alcoólatra
e visceral de Lester Bangs; a pegada e a intensidade de viver do Hunther Thompson; a sedução e os temas do Rubem Fonseca; a ironia fina e irreverente do Saramago; e a boemia, o caos-urbano-noise-marginal-poético-louco-lúcido do Caio Fernando Abreu.

Acredito, assim como Nietzsche que "sem a música, a vida seria um engano". agora reclamam (um pouco) da "estrada" ainda que árduo, o caminho da Cultura, da música, é a intenção, é o ideal, cujas investidas começaram no fim de 2008, com o meu trabalho de conclusão de curso (TCC) sobre um bar que só existe há quase 30 anos em Bauru, por causa da música: o Armazén Bar.

Ainda nos fins de 2008, fui repórter do programa de rádio da campanha do candidato derrotado (Caio Coube), que disputava a prefeitura de Bauru. Em meio a política, as amigas Sílvia Ferreira e Fernanda Miguel, elaboramos o nosso projeto de conclusão do curso de jornalismo, um livro reportagem sobre um bar, verdadeira lenda da cidade de Bauru, o Armazen Bar: "Armazenados no Tempo", que pretendo publicar oficialmente em 2010, se conseguir fundos.

>Produção atual
Atualmente, sou assessor de imprensa da Braço Direito Produções, selo e produtora que organiza, entre outros, o Festival Demo Sul em Londrina, Paraná. A Braço Direito agencia também a banda Trilöbit. Em fins de julho, conheci o Coletivo ALONA (a cena londrina), do qual agora sou colaborador.
Estou produzindo, ainda que a passos lentos, um tímido documentário sobre a empresa de telefonia Telefônica; e o meu primeiro curta-metragem: "O Cheiro".

>Produção universitária

Aprendi muito sobre rádio trabalhando na web rádio Unesp Virtual, onde idealizei programas como o web-radiofônico On the Rock, no segundo semestre de 2005, junto com o camarada Thiago Scabello (o Brigadeiro) e o Ângelo Selingardi (o Shun ou o Coca), ainda quando a rádio Unesp Virtual vivia falhando, atendia pelo nome de "Rádio Mundo Perdido", tinha apenas um estúdio, um computador (que sempre dava pau e tínhamos que regravar tudo de novo) e os microfones não funcionavam direito. Graças a Felipe Arra (Oasis), Gustavo Padovani (o Bafo) e o Thiago (o Lorena), o programa continua vivo, ecoando o rock ´n roll.

Graças a essa super rádio, em 2006, incomodados com leads e matérias secas, cruas, fedentas de sangue, ausentes de sonhos, objetivas e rasas, eu e a Juliane Cintra idealizamos uma revista semanal radiofônica, focada em cultura e cotidiano: a Revista Ponto e Vírgula. Após um ano, já mais maduros e com uma equipe maior, ganhei a força de duas gigantas, fundamentais para o sucesso do programa, a Carol Ferreira e a Bruna Ferrari. Nessa época era muito fácil ser editor, cargo que exerci até o fim de 2007, quando a Andréa Carneiro abraçou a causa. E hoje, graças a um montão de gente, entre eles a Júlia Giglio e o Davi Rocha, a revista continua no ar, firme.

Foi em 2006 também que recebi convite do mineiro Rodrigo Saturnino, para colaborar no extinto site "O Binóculo". Mas, como tinha muita gente boa lá, o site continua aberto a visitas, para postergar-se.

No ano seguinte, em 2007, exerci o cargo de editor do canal "Entre-vista" da revista digital Livrevista. Foi lá que publiquei material com a Nação Zumbi, Pato Fu, Autoramas, Jorge Mautner, Forgotten Boys, Inocentes, Garotos Podres, ocupação da USP e freeganismo, esta última entrevista que me "roubaram" os créditos, bem aqui. Contudo, posteriormente, mudei de ideia, afinal a disseminação do conteúdo é superior a um mero crédito.
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Hasta la vitoria siempre!

05/12/2007

Tom Zé as favas.

Peço a ilustre licença dos senhores para mandar a produção do Tom Zé às favas.

Produção do Tom Zé:

Vá as favas!



Explico. Amanhã, quinta, tem show do tropicalista aqui em Bauru. Sonho de consumo: entrevistar o cara. Tudo bem, podia negar a entrevista alegando o melhor motivo dos últimos dez anos: falta de tempo. Mas, trocar o meu nome duas vezes ...

Olá, boa noite.
>
> Observei que Tom Zé virá novamente a Bauru para se apresentar na Unesp.
> Gostaria de saber acerca de uma possível entrevista com o músico.
>
> Seria por meio deste contato mesmo?
>
> muito obrigado,
>
> Gabriel Ruiz.

Resposta.
tomze@uol.com.br
escreveu:
Não haverá tempo, Rafael. Obrigada,
Produção
Obrigado.

contra-argumentação minha:
Obrigado!

Gostaria de fazer algumas considerações.
É extremamente importante pra nós (e rápido), pois o material seria veiculado em vários projetos de comunicação da universidade, tais como Livrevista, web rádio da Unesp e o site O Binóculo.

Outra coisa. Meu nome é Gabriel e não Rafael. Mas sem problemas.
agradeço o contato.


Produção Tom Zé escreveu:
Infelizmente só podemos manter o que já foi dito. Que é importante, sem dúvida. Obrigada, Rafael, desculpe a troca.
Produção

Obrigado.
Mas, parece até brincadeira. Pois tornou a trocar meu nome.
até
Gabriel

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Rafael é o caralho!

04/12/2007

_Assunto 1: Programa Falando em Política

Quinzenalmente às segundas faço locução do programa Falando em Política, editado pela ilustre Juliane Cintra. A edição desta segunda levantou vários pontos acerca da realização da Copa do Mundo de 2014 que será realizada no Brasil. Sintam-se a vontade para ouvir (necessário ter winamp).

_Assunto 2: o poder deste mantra.


Formulei um mantra que vai revolucionar a pegação. Ahan.
É o "bejar na boca".

É o tema da minha coluna desta semana em O Binóculo. Bem vindos a revolução.
Não esqueçam de contar os resultados.

_Assunto 3: Rage Against the Machine


A banda voltou definitivamente a ativa, com os 4 integrantes originais. Haviam tocado por quatro oportunidades esse ano, uma delas no (respeitadíssimo) Coachella e no Rock Bells, dois festivais de música. Agora o RATM excursiona pelo Japão e Austrália entre janeiro e fevereiro. Podiam vir pra Am. Latina também em 08. Mas que fosse no Planeta Terra, Tim Festival nunca mais.

_Assunto 4: Closer - perto demais.


Quarta agora vai passar Closer na Globo, no horário que teria jogo do Brasileirão. Um filmasso que (acabei de ficar sabendo) ganhou 2 Oscar. Lembro que quando o vi gostei bastante dos diálogos. O longa gira em torno de relacionamentos amorosos e de como eles influenciam a vida das pessoas. Diga-se, de maneira inteligente.


Há em Closer uma música marcante (que também o encerra nos créditos finais), chamada The Blower´s Daugther. Lentinha, profunda, tranquila, gostosa de ouvir. Dá pra ver aqui ó, no YT. No caso, também, o som vale mais que a imagem.

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Dezembro já né? O dia não tem mais 24h e esqueceram de nos avisar.

Boa semana pra todo mundo. Felicidade.