14/05/2008

“O que é que estamos fazendo aqui? Precisamos construir esse país!”

Em 13 de maio de 1888 finalmente a escravidão acabou no Brasil, através da Lei Áurea. Salve Princesa Isabel! Salve!

Desde então, não há escravidão, de nenhum tipo no País, ela foi abolida, cantemos juntos:

Uh, Uh, Uh, que Beleza!



campanha da OIT pelo fim do trabalho escravo

“A escravidão foi substituída pelo salário, que nunca dá para o que precisamos” – Jéssica Balbino, em Escravidão Moderna.

“Façamos a abolição outra vez. A primeira abolição não resultou na emancipação econômica e educacional dos libertos. A segunda abolição é para corrigir esse malogro fatal da nossa história...” – texto da página 3 da Folha de S.P de hoje, de Roberto Mangabeira Unger, prof. da faculdade de direito de Harvard.

São tantas as emoções! São tantas as Dorothys! São tantas as terras pra quem quer cultivar! São tantos índios! São tantas as chacinas! (em Unaí, por exemplo, são 4 anos, e os grandes sem punição, você lembra?)

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Ontem:

“Ao serem capturados os índios eram forçados a executar o trabalho nas lavouras, onde eram super-explorados e sofriam maus-tratos”.

E hoje:

"As comunidades indígenas estavam construindo suas casas em sua terra, quando uma caminhonete e cinco motoqueiros chegaram atirando por todos os lados no sentido de impedir que os indígenas construíssem suas malocas..." – Raposa/Serra do Sol - PA

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You Tube:
Embora pareça governista (por causa dos dados) este vídeo mostra a dimensão e os números encontrados no Brasil acerca de trabalho escravo. A gente acha, mas não temos noção.

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É sempre positivo pensar em como podemos reagir ou o que podemos fazer frente aos problemas infinitos que o Brasil carrega. Ontem, conversando com a Júlia e a Fernanda, comentei que não podemos mais aceitar nos "ajoelharmos para ganhar mais", como diria a letra de "Brasil Novo", do Mercado de Peixe; quando houver opressão, por exemplo, já que trabalho escravo "parece-nos" distante, é necessário abrir a boca.
Pelo menos isso.
É preciso lembrar que maior do que nossos projetos, gostos, conversas e eteceteras e tales, há as várias lutas diárias que precisamos comprar.

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*out off topic: Ei blogspot pára de encher, adsense aqui não, vá lá pra casa do caraleo!

2 comentários:

vanessa lopes disse...

Muito boa observação, eu nunca tinha me prendido na quantidade de blogs legais que existem agora viciei.
Eu moro em Maceió-AL, terra da exploração trabalhista, da industria sucroalcooleira, contatemente aparece nos jornais locais notícias de fazendas, fábricas que funcionam em regime de trabalho escravo, péssimas condições de tudo, nos perguntamos: o que fazer?
- votar diferente?
- não votar?
Justamente as pessoas que mantém esse tipo de prática patrocinam campanhas eleitorais, quando não suas próprias familias estão no poder.



bjusss

Carol Ferreira disse...

Pois é! Viva a princesa!
...
O ideal seria não precisar de nenhum documento que garantisse os direitos humanos. Deveria ser algo muito natural, originada de um sentimento de fraternidade. Mas alguns teimam (apoiados até mesmo por uma certa antropologia) numa idéia de superioridade que assusta! Outros não estão nem aí para a antropologia, contudo, estão ligados na economia e perderam a noção do preço que os seus "subalternos" pagam pela suas "valiosas" riquezas. Deu no que deu! Tiveram que declarar os direitos humanos para ver se aqueles que se esqueceram da própria humanidade perceberiam (ou seriam obrigados a perceber pela lei) de que somos iguais perante a quem for: para alguns, a Deus (nas suas diversas formas criadas pelo homem); para outros, aos outros seres humanos ou aos outros seres; ou ainda, aos outros e a Deus. No entanto, parece que esqueceram tanto de uma (a fraternidade) quanto de outra (a declaração) e os resultados estão aí, como esses que você descreveu aqui no blogue. Podem até dizer que a data comemorativa pelo menos nos faz lembrar do problema. Tenho minhas dúvidas. Aliás, não é nem feriado...
Beijosssssss