
Óbvio, deu merda.
Mais informações e consegui chegar até a avenida Francisco Matarazzo, por R$ 2,30, de ônibus. De lá, sempre perguntando, caminharia até o CB. (Para quem não manja a distância, uns 40 minutos na "bota").
No CB era tudo muito caro (5 reais a lata de Itaipava). Então, caro por caro, pedi um chopp escuro, parecia bom, num copo de 500ml. Na hora de pagar: R$16,00, poderiam servir num copo de ouro, inclusive.
Rodei o bar atrás de duas amigas que não via há tempos! A lei de Murphy, contudo, imperou, levei um furo, as minas não apareceram.

O show
O trio apareceu, às 2 da matina, o figurino como de costume, óculos escuros, estilo copacabana-robótico, calças pretas, blaser vermelho, gravatas. E mostrou porque são de longe a melhor banda de surf-music do Brasil. Conseguem manter a pegada disco após disco e ser rockeiros, agressivos, tocando "surfers".
Após um grito insano de Johnny Crash ("voz" e guitarra), as primeiras notas de Beach´s Bitch provocaram danças havaianas e passos psicodélicos desse que vos bloga. Muitas meninas ao lado, flambavam, soltas, leves, flutuantes, como uma cena do filme Medo e Delírio em L.A.

Vieram outras faixas de International Brazilian, como "Dead can surf"e trechos com faixas do disco novo, claro. No meio de uma e outra, jams longas, surradas, carregadas de guitarradas brutas e rock instrumental de prima. Eles (e nós) estávamos realmente nos divertindo. Os Dead Rocks são no palco uma banda que mixa rock´n roll-surf-dançante-psicodélica-viajante.
Porém, nada como surpresas contornadas, caminhadas noturnas na terra-do-caos, pessoas e a companhia da melhor banda de surf-music do País.
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PS. Essa postagem foi escrita há vários dias. Porém, por causa da data (13 de maio) e da importância do assunto (escravidão no Brasil), preferiu-se a postagem "O que estamos fazendo aqui, precisamos construir este país!".