21/09/2009

sing in the room

Da série: desejos psicodélicos bem possíveis


Depois, meio assim amolecido, meio assim meio calor, meio assim meio comido, curtindo uma sesta na cama, bem que  o sempre branco teto poderia ter-se aberto todinho, por inteiro, pra chuva cairnos, molhar, e limpar a nossa alma e encharcar o colchão de nós mesmos.

Nesse caso, se a chuvinha virasse tempestade, don t worry, eu arrancaria do bolso a minha capa do batman (é sério), que nos caberia a nós dois confortavelmente molhados.
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* esse negócio de curso técnico de jornalismo me castraram algumas habilidades (?) poéticas desenvolvidas no período paleozóico.

6 comentários:

vanessa lopes disse...

Eita... me lembrou demais Lirinha, do Cordel!
Parabéns meu caro.
Bju

vanessa lopes disse...

Eita... me lembrou demais Lirinha, do Cordel!
Parabéns meu caro.
Bju

Mariene Benutti Giunta disse...

lembro de vc escrevendo no guardanapo, na folhinha quem vem da biblioteca, no papel do chiclete.... e aonde mais tivesse um espaçinho..

um menino do tempo das cartas... sinto falta!
bjo

lola disse...

e no final dois corpos liquefeitos escorrendo como infiltrações do teto limpando almas alheias para assim completar o ciclo

Gabriel Ruiz disse...

@Mariene,
é desses tempos e de outros ainda mais remotos a que me refiro em "período paleozóico"; e agora, com o seu comentário, não me restam mais dúvidas sobre o que o curso (técnico) de jornalismo me causou.

obg pla visita, um beijo!

Gabriel Ruiz disse...

@lola,

que beleza!
é uma extensão memorável do que escrevi, mto bem vinda, aliás. (:

um beijo!