31/08/2009

Carta aos amigos próximos, que compartilham (e não abandonaram) a vida

É cara. a "vida" é/tá fóda. às vezes, mais fóda que vida. às vezes não sobra tempo pros ideais que a gente imaginou. um grupo fez uma pesquisa e perguntava às pessoas qual era o sonho, os planos dela para dali um, dois anos. Depois, o grupo retornava para saber se havia se consolidado. resultado: 80 - 90% dos planejamentos não eram alcançados; e, geralmente, a pessoa já estava trabalhando com algo aleatório, e já completamente desencanada do que havia pensado outrora. (porque é preciso vender-se para compor-se a mesa, a casa, o guarda-roupa, a noite).
mas quer saber? ainda é possível (sempre haverá horas "sobrando"): a não ser que o sonho tenha escorrido pro ralo, junto com partes de vc. se você não sonha, então já morreu. o que você tem sonhado pra sua vida??

eu acho que estamos no caminho certo.
pelo menos, ainda aquelas paradas todas que a gente sempre teve como "certas, éticas", verdadeiras e construtivas, estão vivas, reluzentes...

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ao invés de construir o que me disseram que era para construir quando eu fosse grande, estou tentando construir uma vida.
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essa falta, essa angústia, essa incerteza, essa falta-de-não-sei-o-que, que acontece contigo aí, é igual a que eu sinto aqui.
pero, o mais importante é estar feliz e a gente sabe, ah se sabe qual é o caminho. é por isso que as vezes tanto "sofre". o resto, é resto. mas nem tanto. porque tem os amigos. pense quantos te abrigariam, com o maior prazer. pense no seu alcance no mundo. você tem muitas cidades pra ir? porque aqui, você será sempre (muito) bem recebido, com tudo o que tem direito: comida boa, cama cherosa, lugares legais pra ir, cultura, debate, coisa fina, chuveiro quente e música boa pra ouvir enquanto a água cai e claro, o copo (sempre) cheio.
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posso não ter uma casa, mas tenho várias outras pra ir. posso não ter um carro, mas tenho um monte de gente querendo me dar carona.
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a diferença de uma recepção (aquela pessoa que lhe recebe na casa dela) entre um "rico" e um "pobre" é que um deles vai lhe oferecer o mais rápido que puder, comida, abrigo, porque ele sabe que as duas piores coisas (humilhantes) para alguém são: a fome e o frio.
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E se eu não quero mais comprar qualquer produto da coca-cola não é para você me desdizer aqui, ali, rotular, esnobar, sarrear: eu simplesmente não quero dar o MEU dinheiro para a coca. é SÓ isso. com o SEU dinheiro você consome o que mais lhe agradar. inclusive as casas bahia.

ver o sol, nascer, ou ir-se, revigora a alma. não é à toa que há tantas referências divinas a Ele


você tem olhado para o céu??
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espero (de coração) que esteja tudo bem, com todos vocês. espero ansioso uma próxima visita sua; e, assim que eu puder, prometo que vou voando vê-lo.
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*hoje, perdi o meu celular e todos os contatos que estavam naquele chip.
mas, na mesmíssima hora, "apareceu-me" uma mão, com um aparelho celular sobre ela.
é uma merda, mas é (bem) menos merda quando você consegue enxergar que pode escolher (valorizar): ficar se lamentando/fritando-se horas, ou saber que isso não significa absolutamente nada. é você quem manda. sempre.
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*postagem aleatória, logo retorno ao blog, contando o porque do meu sumiço por aqui.

6 comentários:

conradomarq disse...

Por mais que quem quase morre ainda vive, quem quase vive já morreu.
Mermão, amo te.

Jubones Cintra disse...

simples e verdadeiro, fragmentado como as nossas emoções.
amo muito!

Luma disse...

Gabriel, sempre quis algo, lutei para conseguir, mas não sei o que é sonho. Imagino que sonho é só imaginação. Dentro do 'possível' cheguei aos 100% - entre os bens materiais e imateriais, também não sei o que é a dita 'felicidade plena', o nirvana! Tenho felicidades pequenas, como olhar o sol se por no mar todos os dias no final da tarde. Somadas todas as pequenas felicidades, diria que sou uma pessoa feliz!! Beijus

Adriano disse...

Grande post, barba! tô nessa vibe aí também, cara. Não sei se é muito falar isso, mas "todo grande nasce pequeno" - Tao Te Ching.

vanessa lopes disse...

Visceral, cheio de entrega.

silvia disse...

Que delícia, bebê.
Mas continuo com saudades de ti apaixonado.
um beijo rápido na bochecha, como a vida corrida, mas cheio de sinceridade :*