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06/11/2009

Discotecagem Indie Brasil

Mandando notícias aos amigos

Amanhã, sábado dia 07/11, acontece a festa de abertura do Festival Demo Sul 2009, em Londrina (PR). Estou trabalhando no Festival, desde o fim de maio e mudei-me para Londrina esta semana, terça, donde pisei a cidade com o pé esquerdo, mas depois comento aos mais chegados, pois vim falar das bandas que vou discotecar na festa, segue o puro creme da cena independente nacional, com algum breve comentário.

(as negritadas são as músicas e ou bandas realmente muito boas)


- THAT OLD SPELL - CASSIM & BARBÁRIA
Cassim lançou um EP este ano via Midsummer Madness, esteve há pouco tocando na gringa e especialmente esta música atinge a veia em cheio, duvido que você, rockeiro (a), discorde.

- BAD NEWS - TRILOBIT

Trio-banda-alienígena que tive o (des)prazer de acompanhar uma turnê de quatro shows no estado de SP, cujo relato está no Over Música. Sobretudo pra quem é jornalista/mídia, esta faixa é indispensável.
  
- CAN YOU DANCE BOY - THE NAME
Baixe o EP "Assonance" no myspace do trio-banda e descubra o que é o pós-punk-dançante.

- DEIXE-SE ACREDITAR - MOMBOJÓ

- CUMM ON - FORGOTTEN. BOYS

- VENUS CASSINO - RETROFOGUETES
A faixa que mais gosto do disco lançado este ano (entrevista), segundo da banda, outro destaque nacional do surf-rock.

- YOU BETCHA - BUTCHER´S ORQUESTRA

- AGENTE ZERO - ALMIGHTY DEVIL DOGS
Banda do querido amigo Nardi, que indico não perder os shows, que são do cacete. Ano que vem estará com o disco deestréia na manga. E já recebeu convite pra tocar no Psycocarnival, em fevereiro 2010.

- EL HUECO - JULIANA R
Essa música é demais. A guria lançou um disco com canções folk, uma em cada língua

- O PROCESSO - B NEGÃO

- BEATS E BATUQUES - MERCADO DE PEIXE
Infelizmente a banda bauruense parou de tocar (cada um pra um lado) Tive o prazer de ver um show na praça Ruy Barbosa em Bauru, em 05 ou 06, que a galera, em êxtase, invadiu o coreto da praça, magina se eu não estava entre os festeiros.

- OS URUBUS SÓ PENSAM EM TE COMER - CIDADÃO INSTIGADO
Sensacional. Efeitos fódas.

HELL - VENDO 147
Quinteto instrumental do rock, com dois bateristas tocando o mesmo instrumento. Entrevistei-os para o Over Música.

- CIDADE INVISÍVEL e GATO QUE LATE - PATA DE ELEFANTE
Suspeitíssimo pra comentar. Agradeço ao Mel por tê-la me apresentado. 

- PERO e CASTELO DE PEDRAS - BURRO MORTO
Descrevo assim o som do Burro: composições instrumentais, cimentadas no rock, mas com uma amálgama densa de disparos sonoros sensoriais que apontam para elementos orgânicos, vez ou outra passando pelo jazz, pelo afrobeat, um groove bem acentuado, despejando por sobre estes um balde transbordando de peso, ondulações, delays, cores, metais, efeitos, nuvens, filtros, ambiências, formando assim uma camada sobre a outra e mais outra que, lá na frente, desemboca finalmente em um psicodelismo fino, bem tramado, por vezes (muitas) ácido, carregado de fumaça, um emaranhado de ondas sonoras que deixam o sujeito flutuante.  

- C´MON GIRL - SWEET FUNNY ADAMS
Outra que esteve na gringa recenemente, manda um indie rock meio Franz que faz a cabeça. Ao vivo deve ser fóda.

- FUNERAL - BINÁRIO

- AÇÃO e AUTODESTRUIÇÃO - AUTORAMAS
Não é à toa que anualmente toca em uma pá de países por aí.

- DEAD ROCKS (ESQUECI O SOM)
Melhor banda de surf-rock do Pais, na minha opinião. Baixe os discos no site da banda.

- BOSSA NOSTRA - NAÇÃO ZUMBI

- THE WALLRIDER - THE MULLET MONSTER MAFIA

- DÊ - CÉREBRO ELETRÔNICO
Letra absurda: Dê amor / Dê paixão / Dê espera / Dê esperma /  Dê prazer / Dê fogo / Dê uma nela / De carinho / De sacanagem / De sarro / De fato / Dê amor / Dê segurança /
De anca na anca dela
E amanheça de cabeça dentro dela

22/09/2009

Burro Morto é fóda!


Se alguém me perguntasse hoje, que som novo tenho ouvido, com certeza eu diria Burro Morto.
A banda é de João Pessoa (PB), faz um som instrumental, com uma pegada psicodélica forte.

Olha que massa a definição deles:

"Surgiu mutilado, teve seus retalhos re-costurados e agora percorre os caminhos sonoros atento às cores e nuances. Respira groove, enche os pulmões de psicodelia, entorta os compassos e regurgita melodias inusitadas.”

E se você não sabe o é que AFROBEAT, então aí está outro motivo para ouvir o EP de lançamento do grupo, "Varadouro". Faça o download completo aqui.
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Conheci o Burro Morto pesquisando bandas independentes na internet para a minha mais nova empreitada musical, o blog "Over Música", que deseja exaltar a cena alternativa musical, sobretudo aquela feita no braço, de maneira independente. Ficarei imensamente feliz com a sua visita  (:

* provavelmente este blog vai passar por mudanças no layout logo menos. Será a segunda alteração e, certamente, a definitiva.


23/06/2009

"Sem a música, a vida seria um erro." (Nietzsche)

Seguindo (**com muito atraso) a postagem "Solta o Som", em comemoração ao dia 21 de junho, dia mundial da música, comento discos ou músicas de bandas que mais tenho ouvido ultimamente, no computador, registradas pelo software do Last FM; e em casa, da coleção de CDs.

Entre os discos que mais suponho terem saído de suas capinhas para o suporte, um disc man bem antigo, desprovido da novidade anti-choque, plugado no canal "auxiliar" de um aparelho de som nada compacto, de quatro canais (rádio, auxiliar, toca vinil e fita), com caixas grandonas, bem comum nas casas das avós, estão mais nacionais do que "gringas":


-Texas Flood, do Steve Ray Vaughan
-Medeski, Martin e Wood, um trio de jazz moderno, instrumental. Uma das bandas de que -mais me empolgo para falar e o
-Tiger Milk (1996), da dupla Belle & Sebastian


Este último, encontrei garimpango bagatelas num hipermercado, por R$4,99. Ficou dias guardado, lacrado e quando o pus para tocar fiquei surpreso, canções leves, de melodias grudentas, com violões folks, metais simples e ambientações coloridas como a quinta faixa "eletronic renaissance". Baixe-o agora (senha: rcd).


"Não sei uma nota de música. Nem preciso." (Elvis Presley)

Os nacionais, sobretudo os discos que não tenho no pc, que ganham destaque no aparelho de som típico dos anos 90, devem ser:


-o primeiro (e apenas este disco) dos gaúchos Superguidis;
-os 3 discos, mas sobretudo o primeiro e segundo do Sun Walk and the dog brothers;
-Futura e o Afrociberdelia, da Nação Zumbi (17 no ranking do Last);
-E os álbuns do Pato Fu, Televisão de Cachorro e Toda Cura para todo mal (23 no Last);


"Depois do silêncio, aquilo que mais aproximadamente exprime o inexprimível é a música." (Aldous Huxley)

Já dos registros cravados no Last Fm, o campeão de execuções em geral (desde junho de 2007), são os Beatles, com quase 600 audições. O disco Sg. Pepper´s, que não é nem o segundo preferido (Abbey Road e White Album, respectivamente), aparece como o mais tocado do quarteto; enquanto o disco inaugural do Franz Ferdinand na categoria "álbuns mais tocados" é o vencedor. Na verdade, ouvi muito este disco tempos atrás, agora quase nunca.

A segunda banda mais ouvida é Spoon. Esta, descoberta em 2007, da qual me tornei fã de maneira automática após ouvir o ga ga ga ga ga, disco de 07 (minha presença no festival Terra do ano passado deveu-se 50% graças ao quarteto inglês) teve dois fatores de alta rotatividade no pc: uma resenha e a proximidade do festival, em 08.

"Eu nasci com a música dentro de mim. Ela me era tão necessária quanto a comida ou a água." (Ray Charles)
Entretanto, o que ainda não deu tempo do Last registrar são discos bem rodados aqui nos últimos dois meses: Radiohead (Ok Computer e principalmente The bends), dois dicos noventistas do Red Hot Chilli Peppers, dos quais me identifiquei demais, justamente quando praticamente já havia deletado a banda da minha galeria de artistas preferidos: o One hot minute e Blood Sugar Sex Magic. Por último, acho que The Breeders, que conheci no palco, também no Terra de 08 e o som rockeiro-instrumental do trio Pata de Elefante, o qual já figura bem classificado na minha tabela geral do Last e que recomendo demais...

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Enquanto postava, antes mesmo de observar as tabelas do Last, a trilha que rolava era Beatles, seguido por Belle & Sebastian que fiquei com vontade de ouvir, após comentar aqui.

**Algumas pessoas como a Nely e a Vanessa, que propôs a blogabem, também a Mari Amorim cá vieram atrás desta postagem que só consegui realizar hoje, quase dois dias após o combinado.

20/05/2009

Onde brilhem os ouvidos nossos

Antes de postar sobre a Virada Cultural de Bauru, gostaria de comentar um disco delicioso, da Fernanda Takai, interpretando músicas que a Nara Leão cantava.



"Onde brilhem os olhos seus", foi lançado no mesmo ano em que o Pato Fu produziu seu último disco, "Daqui pro Futuro", em 2007. A produção esteve a cargo do multi Nelson Motta (que atualmente trabalha no roteiro de um documentário, Noites Tropicais, título de um dos seus livros), foi ele inclusive quem contou, por email, de seu desejo de ver a Fernanda cantando Nara Leão. A idéia calhou e as gravações começaram de maneira caseira, no estúdio do casal Fu, 128 Japs, na ativa desde 2002, de onde surgiram os últimos álbuns do Pato Fu. Com arranjos de John Ulhoa e participação de outro pato, o Lulu Camargo (que toca teclado no Pato Fu), treze canções compõe "Onde brilhem os olhos seus", entre elas Trevo de quatro folhas, trilha da novela "Ciranda de Pedras".

Mas não é por isso que você precisa conhecer este (já) clássico do trio Fernanda/Nelson/Ulhoa e nem porque o disco foi vencedor do reconhecido prêmio da APCA (Associação Paulista dos críticos de arte), de melhor disco de 2007, na categoria música popular, mas simplesmente porque é um trabalho sincero e coeso, doce, leve e delicioso. O disco é como um carinho confortante no ouvido, no melhor clichê "tudo que é bom dura pouco", ele termina rapidamente e dá vontades de ouvir de novo e de novo e de novo...

Para ajudar, disponibilizo o download de "Onde brilhem os olhos seus".

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Há boatos de que o Pato Fu está em estúdio novamente preparando algo ainda para 2009. Enquanto postava, colaborei com o artigo sobre este disco, no Wikipédia. Essa postagem intenta também fazer outra Fernanda ouvir o disco.

Out off topic. Tenho reparado a presença de pessoas ilustres por aqui, entre eles o Mateus, do Estação Querida, a Mayara e também o Mercy Zidane: é muito bom/legal em ter todos vocês aqui.
E tem alguém ainda de Franco da Rocha. Será a Vanessão?


17/04/2009

Rapidonas

Virada cultural de Bauru

Descobri ontem que a banda Pata de Elefante vai tocar na virada cultural de Bauru. É difícil encontrar bandas que fazem rock instrumental notável, que conseguem criar um som cativante sem voz - é o casa da Pata; seria o caso também de outros nomes nacionais como Macaco Bong e Hurtmold. Pata de Elefante, aliás, vai prensar o terceiro disco da carreira na capital paulista, é o que diz o twiter da banda.
patadeelefante.com

Empresa de telefonia fixa
A empresa Telefônica, que alguns carinhosamente apelidaram de Telecômica, ainda é responsável pela maioria das reclamação nos Procons. Com as novas regras de calls centers, em vigor desde o ano passado, a precaridade do atendimento tende a diminuir. Mas apenas se continuarmos reclamando direitos, porque o serviço é bem caro, sem falar dos excessos.

Gastei alguns minutos hoje ligando pra lá, havia cobranças indevidas e serviços de pouca utilidade. Prometeram-me o envio de uma nova fatura corrigida até o dia 27/4. E, na próxima semana, entro com uma ação no Procon, pois a empresa cobrou da minha mãe duas vezes a mesma fatura, em datas diferentes.
Caso alguém decida desistir do serviço de banda larga, o Speedy, não deve pagar a multa de contrato, pois ela não é legal. Esta comunidade do orkut relata várias experiências de pessoas que cancelaram o serviço sem pagar a multa de recisão; parece bem simples, aliás.
Olhando rapidamente tópicos da comunidade dá pra ver que tem muita gente que odeia a empresa.


Jon Spencer em Bauru e de graça
Com seu mais recente projeto o Jon Spencer deu as caras no Sesc, num showzasso, junto com o guitarrista solo Matt Verta-Ray e outros dois músicos. Com dois discos na manga (Heavy Trash e Going way out with heavy trash), o som é uma mistura de country rock, punk e rockabilly. Agora eles se apresentam no festival "Abril pro Rock" e também em Curitiba.
Jon Spencer ficou famoso com a Blues Explosion, que eu gosto bastante, sobretudo o disco "Orange". É lá, inclusive, que está a pesada "Dissect".

Mulheres com código de barras
Estou lidando com um texto que fala sobre hábitos femininos. É uma crítica a um padrão obsoleto e pasteurizado, penso. Um trechinho:

Ela também tinha se condicionado, talvez por causa das bonequinhas, talvez por causa da irmã que tinha aprendido com a mãe, que tinha aprendido com a irmã, que tinha aprendido com a patroa, a maquiar-se sempre que quisesse ser bonita, ou quando saia com as amigas pra arrasar, acreditando piamente, cegamente, incontestavelmente que, como um palhaço que pinta a cara pra chamar atenção, estaria mais bela aos olhos alheios.

Além da face carregada, carregava bolsas enormes, calças que apertavam um pouquinho a barriga, e sapatos lindos, desconfortáveis: era o preço da sua beleza. Muito bem pagos viu? E com louvor. Ninguém pode arrumar um homem digno se não se apresentar nos conformes, nestes mesmos, que todas estão exatamente alinhadas, como produtos idênticos fabricados, guardados em caixinhas prontos pro consumo. Só desembalar e levar ao microondas, fica pronta em minutos! (...)

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Ensaio Fotográfico

Em janeiro quando estive na capital política boliviana encontrei uma feira de rua impressionante às beiras do trilho de trem. Impressionante por alguns produtos vendidos. Publiquei lá no Livrevista, de onde guardo saudades de quando editava entrevistas.

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Feliz Páscoa atrasado.

03/12/2008

Festival Planeta Terra 08

Ir à grandes festivais de música é sempre um alto custo, de energias, sobretudo financeiras. Indiscultivelmente bem aplicado, porém. Além de toda aquela baboseira real de enriquecimento cultural, é um dia amplamente (preciso de palavras de grandeza) peculiar, lembrado eternamente, ainda no túmulo, quando cantigas roqueiras acompanharem o seu funeral. Provavelmente uma dessas bandas estará tocando nalgum Ipod no momento de sua despedida última. Fica aqui o registro, quando eu morrer, toquem o róque enrow.

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Voltemos. Comparemos musicalmente o Planeta com o Tim Festival do ano passado. Nunca tinha parado pra ouvir The Killers, só conhecia um ou outro hit e não fazia idéia do quão fóda a Bjork poderia ser (Juliana, obrigado por me mostrar os vídeos da Bjork). E ainda tinha Arctic Monkeys, uma das poucas roqueiras que empolgam da geração zero zero. (Ouvi alguém gritar Strokes lá da sala.. é o caralho, façam o favor).
Esperava-se uma destruição dos macacos, um rock jovem e visceral, a banda aguardada, riffs que chacoalham a veia, que te fazem dizer, "caralho, isso é rock ´n roll". Tantas horas de espera, de atrasos, de filas e banheiros fedidos, de rangos esculachados, preços exorbitantes e necas. Talvez a ingestão de LSD-25 ajudasse, alterando a percepção, pra melhor.

Na verdade o que senti foi um show morninho (pro frio) e uma presença de palco.. aliás, nem se pode falar em "presença" nesse caso: ela foi nula. O comentário que ouvi à época sobre a apresentação dos britânicos, não consigo achar outro melhor, "eu parecia estar ouvindo o CD dos caras e, pra ouvir um CD, faço-o em casa".
Enfim.


Aquecimento
Antes do Planeta Terra nunca havia ouvido dizer o nome The Breeders. Nem Foals. Nem Jesus and Mary Chain (como assim?). É. A motivação pro festival era o Spoon, banda indie (o que é indie?) zero zero, a qual conheci tentando resenhar.

A Laís que ouve rock de batom-vermelho-carregado-sangue, de vestidinho, tipo sou groupie, e cheira o hálito de uma flor doce campestre me falou de uma pastinha em seu pc batizada de "esquenta planeta terra". Sugeri que Breeders era um bom nome pra começar. E o Gustavo, querido Bafo, me contou sobre Jesus. Pus o Breeders no emule e depois na radiola.

- Caralho!

Foi o melhor show do Terra, de longe. Três mulheres, entre elas a Kim Deal, dois caras, um vocal incrível, num local com uma acústica inebriante, ousada.. estaria eu muito maluco? Não, era só metadinha. Enquanto isso, no outro palco do evento, Bloc Party fazia a festa, dessa vez sem play backs, era o que eles haviam prometido logo que chegaram ao Brasil. (como uma banda se sujeita a isso? Achei que fosse só a Britney; o Michel Jackson nunca faria isso). O Foals eu não vi, mas no blog do Lúcio Ribeiro, diz que foi o melhor do Festival. E não é a opnião dele.

O show do Spoon, desconsiderem as alucinações.
Agora sim.

Se a sonoridade dos discos já é absurdamente boa e instigante (tente descobrir como alguns sons são produzidos), duplique isso, receba a carga de energia sonora e some uma noite inspirada do quarteto, sobretudo de Britt Daniel, o guitar-vocal e Ercy Harvey, o multi instrumentista do grupo. Faltou apenas ser menos "reto", e brincar mais com os trechos instrumentais das músicas, variar, criar, solar etc.

O Spoon destilou quase todo o recente álbum Ga ga ga ga ga (07) e várias do magnífico Gimme Fiction, que data de 05 (The beast, the dragon, adoreded, Sister jack, My mathematical mind, I turn my camera on e Was it You - essa não estou certo).
Em The beast, the dragon... e lavando a garganta e o estômago infectado, apenas com "aguinha", esticava-me até o teto, bem pertinho, dançando toscamente; em seguida, como Hendrix, queria atravessá-lo e beijar o céu, ao som potente e incrível de My little japonese cigarrete case. Arrepios. Parecia estar diante de uma nave espacial passando, abarcando a música que Deus havia encomendado, mas era apenas o solinho e o baixo carregado de Rhthm & Soul...

Como assim "aguinha"?
Uma indisposição intestinal braba acolheu-me na tarde do evento. Grande imozec, vai me salvar, pensei. Após a "revista" (entre aspas mesmo) segui direto ao posto de saúde. Por que variados motivos as pessoas vão parar na enfermaria de grandes festivais? Um maluco de longos cabelos castanhos, deitado, tremia inteiro...
Rapidamente um médico aconselhou hidratação excessiva: "se puder corte o álcool, vc deve melhorar assim". Ah, sério mesmo doutor? Ele fez doutorado?

Que sentido faz ter a juventude na alma, estar num festival de rock com bandas que podem te levar pra outra dimensão, se não se tem catalisadores? Igualzinho como faziam há 40 anos. Quase não mudou. As drogas. Mas. E afinal, quem precisa de álcool quando se tem uma maleta repleta de drogas? Mas eu não tinha uma maleta forrada de drogas. Tinha apenas uma porchete.

E continuava, aquele palco no Indie Stage, palco indoor, baixinho, que permitia pleno contato com as bandas, a voz suave, combinada com o teor doce de teclados inconstantes, com guitarras por vezes pesadas e ruídos sintéticos do teclado de um britânico filho da puta (Harvey) - explítico em My mathematical mind; solos aliás, que parecem os barulhos noyses do Nirvana, ou do Pixies, mais obscuros, porém. É da guitarra mesmo que vem esse som? Caralho! Como se eles assim dissessem: "olha, nós somos pesados, mas espere, não, nós não somos pesados; mas sim, nós somos pesados e não, nós não somos pesadas e sim, nós..." - sentimento claro em Don´t make me a target. Em uma hora e pouquinho desfilaram as melhores músicas de um set list com duração de uma hora e pouquinho...


E veio Breeders, no mesmo palco. Não sem antes de Britt Daniel entrar em transe no chão, de joelhos com sua semi acústica vermelha. Beleza. Restava-me concordar com a frase ao lado: "que isso velho?? Inglês fazendo róque é covardia".

E os próprios Breeders vieram testar o som, instantes depois.
No palco, como verdadeiras enguias de Cortazar, elas abarcaram do céu para o Terra a encenação da vida, manifestada em cordas de guitarras, em solos curtos e em vozes magistralmente orquestradas. Elas trouxeram o Rock (esse, com maiúscula), as cabeçadas esvoaçantes no ar, os punhos cerrados no meio da fumaça, os gritos quase horripilantes de êxtase, o som e a voz (que voz é essa?) que desbaratinavam os corpos por ali.
Pergunte ao Emo...

A cerveja é só um real a mais, moça?
Me dá uma. Skol. Só tinha essa. Não foi Jesus, mas as Breeders que curaram o estômago, nada de deixar rastros pastosos por ali. Também se precisasse, havia papel higiênico sobrando, os banheiros ecológicos davam exemplo, em grande número, limpos e imersos em folhas e galhos de eucalipto. Quem teve essa idéia? Maravilha.

No meio do furor, de coros, de caretas que refletem bem o que se sente, as Breeders mostraram a bunda pra platéia. Nada de abaixar a calça, só na brincadeira mesmo. A banda estava visualmente se divertindo. Olhando e trocando palavras e beijinhos com o público, entre duas ou três canções estonteantes. A cada uma que surgia, um tapa na alma, mostrando como é que se faz... Sacou Monkeys?

E, ao contrário do Spoon, voltaram pro bis, mas só mais uma música. Foi-se. Quantas músicas eles tocaram mesmo? Quatro, cinco?
Mas ainda tinha os desconhecidos (pra mim) Kaiser Chiefs, naquele esquema do Killers, apenas os hits, ou melhor, o hit "Ruby". Era de propósito. Escolhi uma das bandas pra conhecer no palco. Deixo pra quem conhece a banda, comentar, mas, como se diz por aqui, eles fritaram o público com sua empolgação, domínio pleno e, sobretudo, com a música que invetaram.

O som do teclado é viagem, só isso que falo Daltão.

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E fica a pergunta: que outro show foi melhor que Jesus (pra quem viu) ou Breeders, em 08, no Brasil?

30/10/2008

O álbum novo do Oasis

A banda inglesa lançou um disco novo: Dig Out Your Soul. Tudo que vc precisa ouvir falar, ou melhor, discutir sobre, está aqui.

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Sorte do dia: restam 3 dias para terminar o TCC, porém, suas amigas de grupo irão salvar sua vagalidade.

05/08/2008

Combo no Berlim: um rolê no underground paulistano

Em São Paulo, mandamos a lei seca pro inferno. Nossos medos na verdade eram muito maiores. Enchemos a cara antes (e durante o trajeto, ao som potente do veículo particular do meu advogado, o André) de ir pra balada e chegamos ao Berlim, (onde rolaria Surfadélica), com meia garrafa de whisky no sangue. Mais tarde, as latinas, nos chamaram ao balcão e inventaram de tomar tequila, vai vendo.

Antes do "show" do Surfadélica, porém, demos uma fuga para o ambiente externo do bar. Mui loco, desenhos nas paredes, janelas e os banheiros. Quem teve aquela idéia brilhante? Começamos a interagir nas rodas, aquela coisa de estuda onde, faz o que da vida etc. São Paulo é assim: enquanto discute-se a possível legalização da maconha, a cidade cria seus próprios habitatis naturais, que tendem a aumentar com a tal lei.

Dentro do bar novamente, fomos ver a Surfadélica (foto). Divertido e dançante pra quem gosta de surf-rock, meio psicodélico. O japonês da guitarra é insano. Mas nada como um show dos Dead Rocks.

Guitarradas abriram a apresentação e, quando a gente começava a entrar na onda (usando um trocadilho tosco), o som parou. Firmeza, pensamos, "vai rolar o segundo tempo". Era a nossa grande esperança naquele momento de carência sonora (e tão somente) que alimentava a nossa loucura.

Mas no Berlim, as banda tocam, no máximo, 40 minutos. Péssimo, porém, o estilo da casa. E haviam-se esgotados os 40 minutos. Que merda de bar, cogitamos. Mas estávamos tremendamente bêbados da música que nos adentrava; foi quando percebemos uma mina-dj ficou discotecando toda-toda (foto).


Deve ter tocado bem, as pessoas dançávamos, ainda que passos de forró-bailinho, mas dançávamos. Mas não seria difícil, com whisky, tequila, cerveja e o tempero dos índios na cabeça, era só se desequilibrar e seguir os passos da bela caribenha. Literalmente.

Ao fim, não éramos de todo loucos. Alguém ainda pensava, pode dar merda. Depois das comandas pagas, o ser humano menos louco, (a Piri que, naquele dia viu o gol do Bahia contra o Corinthians - chupa! - na torcida baiana) guiou o carro até a casa da Yula (a senhorita que muda destinos), onde finalmente mataríamos a nossa larica, nos abraçaríamos e dormiríamos em berços dourados...

27/05/2008

Uma noite de balada rocker burguesa na terra-do-caos

Em 05 três caras fizeram "polgar" um bar inteiro (o Jack, de Bauru) com um som surf-rock-psicodélico. Eram os Dead Rocks.
Três anos depois e um disco clássico na manga (Internacional Brazilian Surfers), outro show fez quase um bar inteiro polgar novamente. Foi além, na verdade: cabeças e cabelos vibrantes sacudiam freneticamente, dancinhas, pulinhos pra lá e para cá, mãos incansáveis tocando guitarras invisíveis no ar...

Depois de uma verdadeira saga até conseguir chegar ao CB Bar na Barra Funda em São Paulo (correndo literalmente para pegar o metrô - que pára às 00:30 - fiquei sem bilhete, a bilheteria tinha acabado de fechar; em ato desesperado, totalmente animal, em pânico de ficar sem balada, me rebaixei e tentei passar por baixo da catraca do metrô, na maior).
Óbvio, deu merda.
Mais informações e consegui chegar até a avenida Francisco Matarazzo, por R$ 2,30, de ônibus. De lá, sempre perguntando, caminharia até o CB. (Para quem não manja a distância, uns 40 minutos na "bota").
Depois da saga, sou recebido, na portaria, por uma figura (não há outra palavra) erótica e/ou pornográfica. Com um decote enorme, seios saltitantes, brancos e tatuatos, impossível não olhar; a sobrancelha só um risquinho em formato curvo, olhos negros, sensuais, e braços, pescoço e tudo mais tatuados, coloridos. Wherever.

O Bar
No CB era tudo muito caro (5 reais a lata de Itaipava). Então, caro por caro, pedi um chopp escuro, parecia bom, num copo de 500ml. Na hora de pagar: R$16,00, poderiam servir num copo de ouro, inclusive.
Rodei o bar atrás de duas amigas que não via há tempos! A lei de Murphy, contudo, imperou, levei um furo, as minas não apareceram.


O show do Dead Rocks assim, precisava "salvar" a noite. TINHA que salvar. Enfiei-me no meio do underground-burguês de Sampa, a discotecagem rolava, no PC lá no alto, no canto, o Flávio, batera da rocker Forgotten Boys, tocava, maioria classic rock.

O show

O trio apareceu, às 2 da matina, o figurino como de costume, óculos escuros, estilo copacabana-robótico, calças pretas, blaser vermelho, gravatas. E mostrou porque são de longe a melhor banda de surf-music do Brasil. Conseguem manter a pegada disco após disco e ser rockeiros, agressivos, tocando "surfers".
Após um grito insano de Johnny Crash ("voz" e guitarra), as primeiras notas de Beach´s Bitch provocaram danças havaianas e passos psicodélicos desse que vos bloga. Muitas meninas ao lado, flambavam, soltas, leves, flutuantes, como uma cena do filme Medo e Delírio em L.A.


Vieram outras faixas de International Brazilian, como "Dead can surf"e trechos com faixas do disco novo, claro. No meio de uma e outra, jams longas, surradas, carregadas de guitarradas brutas e rock instrumental de prima. Eles (e nós) estávamos realmente nos divertindo. Os Dead Rocks são no palco uma banda que mixa rock´n roll-surf-dançante-psicodélica-viajante.

Os quinze "mengols" da portaria, o chopp (pra contar estória) e uma cachaça eram finalizados às idas 4 da madruga. Agora, era descolar um lugar para dormir (literalmente), já que os planos construídos com as minas haviam-se desabado.
Porém, nada como surpresas contornadas, caminhadas noturnas na terra-do-caos, pessoas e a companhia da melhor banda de surf-music do País.

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PS. Essa postagem foi escrita há vários dias. Porém, por causa da data (13 de maio) e da importância do assunto (escravidão no Brasil), preferiu-se a postagem "O que estamos fazendo aqui, precisamos construir este país!".

18/01/2008

Achei um disco sem nome em casa, fui ouvir...


...fui ouvir, era o Young Modern, do Silverchair.
Depois de 5 anos (o anterior, Diorama data de 02), os australianos retornam com um disco bem diferente do que seus trabalhos anteriores, sobretudo, os pesados Frogstomp e Freakshow.

Pra quem ouvia (e gostava) muito das pesadas do início da carreira, como Tomorrow, Israel´s Songs ou Abuse me, faixas como essa praticamente desapareceram.

O Silverchair consegue com Young Modern reformular o seu som, soar estranho do Silverchair de outrora, infestar o disco com arranjos legais, injetar canções pops (e, vale dizer, nem um pouco comerciais)... mas, contudo, todavia, porém, entretanto, é um disco que não empolga, definitivamente. Não há sequer uma música com riff pegajoso de guitarra. Dificilmente ele retornará ao toca CD.

Ouça: Waiting all day - o arranjo de piano no meio da música é genial---

Tentarei, a partir de hoje, lançar um texto a cada dois dias. Não é meta pra 08, mas digamos que senti-me inspirado, por um jovem jornalista incrível, formado aqui pertinho da gente, o Alan de Faria.

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& The Kills &

13/01/2008

Game Over

Dalton diz:
boa pegada o comeco da música
Gabriel diz:
conhece essa banda?
Dalton diz:
nao
Gabriel diz:
é do nasi
Gabriel diz:
ex-Ira!
Dalton diz:
Ira fodeu-se ?
Gabriel diz:
ahan, game over
Dalton diz:
hahah vi uma camiseta outro dia. Manja aqueles desenhos de banheiro, masculino, feminino ?
Tinha um carinha e uma mulher de vestido
Dalton diz:
tipo noivado e embaixo
Game-Over
Dalton diz:
se algum dia eu precisar me ajoelhar no altar, quero ter os culhões de escrever game over na sola dos sapatos!

Serviço:

Nasi & os irmãos do Blues foi formado pelo vocalista da banda IRA!, no começo dos anos 90, em jams feitas em São Paulo. A banda já participou dos mais importantes festivais de blues do país e gravou três CDs. Com o segundo, ao vivo no Nescafé Blues em 1995, o grupo garantiu lugar de destaque no cenário do blues nacional.
Com um repertório de composições próprias que vão desde o blues ao R&B, até o soul e funk, o Nasi & os irmãos do blues fazem shows irreverentes e sempre com grande sucesso.

Já havia ouvido o bom "Os Brutos também amam" e, graças ao Rodolfo, o solo "Onde os Anjos não ousam pisar" que além de ser de alta qualidade, possui um trabalho gráfico sublime no encarte do CD.
Para baixar esse disco aí acima, seguramente, clique aqui.



& [Racional - Tim Maia]

27/11/2007

Londrina é Rock ´n Roll !


Rolou no fim de semana do feriadão da República a edição 2007 do
Festival Demo Sul. É um festival de música que acontece todo ano (desde 2001) na terceira maior cidade da região Sul do país: Londrina, localizada no norte do PR.

Ano passado passaram pelo palco do festival 25 bandas, entre elas uma da
Argentina e as conhecidas (ou não) Forgotten Boys, Rogério Skylab, Macaco Bong, Superguidis, Bidê ou Balde ...

_A Demo Sul 2007

Diz a Rolling Stone Brasil que a Demo Sul é o maior evento de rock independente do interior do país (realizado fora de uma capital). Além disso esse ano fritariam no palco da chácara Lima (entre os dias 16, 17 e 18) as bandas Ludov, Edgar Scandurra A.k.a Benzina (o projeto solo do guitarrista do Ira!, que aliás por hora desfez-se, pois o Nasi saiu da banda, com isso a banda paulista atende agora pelo nome de "Trio"), além de Matanza, Vanguart, Los Porongas (lá do Acre!) e outras. No total foram 26 bandas. De passagem pela metrópole Jataizinho (tipo 30 Km de Londrina) fui dar um rolé nos shows ...

_Sexta - feira: primeiro dia: Rock eletrônico?

E lá fomos nós chegar antes de todo mundo na tal chácara Lima (12 Km do centro da cidade). "Lima" deve ser por causa da "estrada do limoeiro" - trecho que nos leva até o local. Sete e pouco da noite, o carro já estacionado. Os 100 primeiros não pagariam os 5 contos do estacionamento de terra. Gracias. Mas não precisava chegar tão cedo. Nem os seguranças estavam a postos. Nem som não rolava dentro da chácara. Exageramos. Confundimos o horário, o festival começava as 19:45h.
Aí, o jeito foi "esquentar" no interior do carro ouvindo som de fita. Éééé, de fita K-7. Vodka de 5 conto + Coca pra acompanhar.

Enfim entramos, meio bêbados. Nas redondezas da chácara (nem era tão grande), o lugar ficou bacana: banheiro ecológico, tenda branca na frente do palco; do lado oposto um dj tocando rock, piscina (que ninguém ousou pular), graminhas, luzes vermelhas mirando nas árvores, cerva barata (Sol) a dois contos, um clima firmeza. E sem aquele lance de festival grande, de mainstream. É tipo festa em chácara, bem do interior. Muito bacana.

_As bandas
Começou praticamente no horário. Os paranaenses do The Wind abriram o evento. Um trio que tem algumas músicas, rocks legais. Só.
Na sequência, The New Ones descarregaram todo o seu hard core (?), em músicas rápidas e em alguns momentos "pegados".

Zombeteiros: o show é bem "rockeiro"

Espíritos Zombeteiros deram um grau. Fizeram um showzasso, variando composições e bons riffs, instrumental trabalhado e com muito peso - característica da banda. Os caras já são de uma cena antiga de Londrina. Agradou bastante.


Depois, o tom mudou. Camisas xadrez, chapéu de palha e calças jeans deram o tom caipira do Charme Chulo (foto). É naquele naipe de "rock rural", com canções "astral". Destaque pro violinista Leando Delmonico (de rosa), que tocou guitarra, violão, viola e outros intrumentos que não faço idéia. Entusiasmou a galera.

Bom, até aí só "pé vermelho". Então colocou os mano de Brasília, o Super Galo. Formado pelo ex-vocal da extinta Rumbora (das boas "Chapirous" , "ó do borogodó") e pelo ex-batera do Raimundos, o Fred. Eu já os havia visto no Porão do Rock deste ano e a impressão foi a mesma: ridículo. Mas o refrão de uma das músicas do Super Galo era o melhor: "Bombando, bombando em Bagdá!". Rachei.

Na sequência, os Droogies apareceram direto do filme de S. Kubrick. Os caras estão entre o tosco e o bom e se apresentam devidamente "figurinizados". Sorte das meninas que ganham chapéus igual aquele do personagem de Laranja Mecânica, o Alex. A maioria deles canta (bem). Mas, achei a banda bem mediana. Minha amiga comentou que falta "estrada". Concordei.

Depois disso esquentou de vez, ainda bem, porque o frio bateu. Nessas havia perdido a conta das latas ingeridas. Começava a ficar com frio. Realmente, lembrando do semblante das pessoas ao chegar da madrugada, ventou pra caralho.

Trilobit era a bola da vez. Fizeram um puuuta show, para minha surpresa. Pois melhoraram demais de quando os vi pela primeira vez, abrindo para o Autoramas. A banda soa original, com sampleres por vezes engraçados, por vezes criativos antes do início das músicas. O som é pesado, bem construído, empolgante e com pitadas de sons magnéticos e eletrônicos, o que dá um caráter "moderno" ao quinteto. Tudo isso com macacões verdes e um macaco doutro mundo sobre o palco. Fodido.

Demorou, mas logo apareceu a sensação indie (?), direto de Cuiabá para Londrina: o Vanguart. A banda é assim: pegue um vocalista talentoso, que saiba fazer boas letras, junte caras que gostam de tocar e aproveitam pra fazer algumas canções meio "fora do padrão". Alie uma pegada folk e pronto, tem-se aí outro destaque da Demo Sul 07. Eu nunca tinha ouvido nada além de "Semáforo", o hit da banda. E talvez por isso tenha achado a apresentação notável, sobretudo pelo talento de Hélio Flanders, seu violão e seu casaco. Showzasso, daqueles que não se tira o olho do palco.

O melhor show do festival
Passadas das 2 e meia da matina veio aquele que seria o melhor show da Demo Sul 07 (ouso dizer, ainda que não tenha visto as apresentações de domingo): Edgard Scandurra e o projeto Dj Benzina - no qual o guitar hero brasuca é acompanhado por Michelle Abu na batera (incomum) e percussão, além de Sandra Coutinho (a mina - estilosíssima - tem outra banda com o Edgard: Mercenárias!), no baixo.
O cara botou os rockeiros todos pra dançar. Esbanjou categoria. Não é à toa que muita gente o considera como o melhor guitar do Brasil. Um duelo entre ele e o Lúcio Maia (da Nação Zumbi) seria interessante.

Ele destilou efeitos sonoros no seu aparelho high tech de DJ, na guitarra e num microfone especial, que cria uma voz robótica muito loca. Do chão não passaríamos. Nem precisava. Mas o fato é que Scandurra tocou um tempão (em termos de festival com 7 bandas), com solos e combinações empolgantes, explosões e discotecagens, num mix que colocou a poeira vermelha da chácara pra cima, fácil.
Depois explicou a façanha: "Elvis, eu estava lá; Dj Mau mau, eu estava lá, movimento punk de SP, eu estava lá..." (no clipe, o som é melhor que a imagem) e citou outras influências, por meio da metáfora, que é também uma faixa do último disco do trio beleza: Amor Incondicional. Parecia coisa de new rave, só faltaram os bastões coloridos!

No fim, com a platéria eufórica, Scandurra traduziu o nosso pensamento: "onde é que essa festa continua?". Na mosca. Depois daquela apresentação, pra casa não dava pra ir. Tinha o sábado pela frente e uma enorme ressaca também. Mas, essa, já é outra estória...
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PS. Impossível achar fotos do projeto Benzina na internet. Nem da Demo Sul, isso porque tinham várias pessoas brincando de tirar fotos por lá.