Oi mano, e aí?
Ontem, tomando uma no bar da Rosa aqui em Bauru, eu e um amigo, que também admira o saldo da política externa do presidente Lula, iniciamos uma discussão com uma guria que tem 7 anos como professora de escola pública. Ela dá aula para crianças e é totalmente descrente com o governo, com a educação (mas isso nós também somos!) acha-o mais do mesmo, não concorda com os programas sociais, acredita que somos nós - que não estamos nem entre os ricos, nem entre os pobres - que paga por estes programas, como esse mais recente da casa própria, por exemplo. Também acha que o presidente só viaja e citou o caso "mensalão" que, num oportunismo mal caráter típico de oposições em geral, voltou a TV por meio de propaganda eleitoral. Eu a provoquei para que me dissesse do que exatamente se lembrava do caso. Ela lembrava apenas de nomes: Marcos Valério, Genuíno, Roberto Jefferson e "o cara ministro da Fazenda". Porém, não soube responder quem de fato, ao fim, havia sido julgado culpado no processo todo.
Nós dois, humildemente, tentamos destacar a política externa, de como era importante, dos negócios e de vários países com quem o Lula fechou negócio para o Brasil. E também saímos em defesa de alguns programas, ponderando algumas coisas claro, e para nós dois, que o Lula era o melhor governo que o País já teve em sua história, mas que isso não significava muito, pois esteve longe de ser coerente e longe de apresentar um caráter "mais revolucionário", por não tocar na questão de terras e tributação. Questionei em seguida, que outro governante poderia ter sido melhor; sua resposta: titubeou, pensou, pensou e, sem certeza, disse, "o JK!". Tudo começou por conta de um suposto voto em Dilma.
O saldo no fim não sei se houve, porque ela é do tipo de pessoa que não aceita discussões, sai falando alto e não revê posições. Chatice.
E hoje, aqui navegando via tuíter, a amiga Babi postou o link, seguida da mensagem "que absurdo", se referindo a reportagem da FSP sobre o "apoio" do presidente Lula ao Sarney.
Depois de ler, enxerga-se um pouco de exagero do título, já que o grosso da matéria aponta para outros caminhos. Porém, fiquei pensando, "logo o Sarney que mandou censurar blog brasileiro, por causa da campanha "xô Sarney", que a Alcinéia Cavalcanti abraçou e, por conta disso, após decisão judicial teve que fechá-lo (um zip.net). Assim, ela passou a abrigar seu blog no blogspot por ser um servidor "gringo".
A meu ver, e analisando o contexto de ausência de prestígio que o Senado carrega nos últimos tempos, o que o presidente fez foi apenas um comentário, não sei se apoio seja a melhor definição, por ponderar o histórico de vida do Sarney (que passa diversas vezes pela história da política nacional, inclusive a do Glauber Rocha) e, em seguida, sugere uma investigação. Todos sabem que a família do cara controla um conglomerado midiático que abriga afiliadas da rede Globo, rádio e jornais, mas não sei se isso vem ao caso aqui. E também do caráter elitista-monopolista de sua família no Maranhão e Amapá, é o tipo de situação que o presidente precisa dizer alguma coisa e, às vezes, acaba fazendo uma média. Mas algo me diz que esse cara, o Sarney, não é gente muito das boas...
Mas Mateus, queria saber, o que vc acha de tudo isso?
Não sei muito como analisar essa situação.
No mais, tudo na boa.
Grande abraço,
saudades,
gabriel.
Ontem, tomando uma no bar da Rosa aqui em Bauru, eu e um amigo, que também admira o saldo da política externa do presidente Lula, iniciamos uma discussão com uma guria que tem 7 anos como professora de escola pública. Ela dá aula para crianças e é totalmente descrente com o governo, com a educação (mas isso nós também somos!) acha-o mais do mesmo, não concorda com os programas sociais, acredita que somos nós - que não estamos nem entre os ricos, nem entre os pobres - que paga por estes programas, como esse mais recente da casa própria, por exemplo. Também acha que o presidente só viaja e citou o caso "mensalão" que, num oportunismo mal caráter típico de oposições em geral, voltou a TV por meio de propaganda eleitoral. Eu a provoquei para que me dissesse do que exatamente se lembrava do caso. Ela lembrava apenas de nomes: Marcos Valério, Genuíno, Roberto Jefferson e "o cara ministro da Fazenda". Porém, não soube responder quem de fato, ao fim, havia sido julgado culpado no processo todo.
Nós dois, humildemente, tentamos destacar a política externa, de como era importante, dos negócios e de vários países com quem o Lula fechou negócio para o Brasil. E também saímos em defesa de alguns programas, ponderando algumas coisas claro, e para nós dois, que o Lula era o melhor governo que o País já teve em sua história, mas que isso não significava muito, pois esteve longe de ser coerente e longe de apresentar um caráter "mais revolucionário", por não tocar na questão de terras e tributação. Questionei em seguida, que outro governante poderia ter sido melhor; sua resposta: titubeou, pensou, pensou e, sem certeza, disse, "o JK!". Tudo começou por conta de um suposto voto em Dilma.
O saldo no fim não sei se houve, porque ela é do tipo de pessoa que não aceita discussões, sai falando alto e não revê posições. Chatice.
E hoje, aqui navegando via tuíter, a amiga Babi postou o link, seguida da mensagem "que absurdo", se referindo a reportagem da FSP sobre o "apoio" do presidente Lula ao Sarney.
Depois de ler, enxerga-se um pouco de exagero do título, já que o grosso da matéria aponta para outros caminhos. Porém, fiquei pensando, "logo o Sarney que mandou censurar blog brasileiro, por causa da campanha "xô Sarney", que a Alcinéia Cavalcanti abraçou e, por conta disso, após decisão judicial teve que fechá-lo (um zip.net). Assim, ela passou a abrigar seu blog no blogspot por ser um servidor "gringo".
A meu ver, e analisando o contexto de ausência de prestígio que o Senado carrega nos últimos tempos, o que o presidente fez foi apenas um comentário, não sei se apoio seja a melhor definição, por ponderar o histórico de vida do Sarney (que passa diversas vezes pela história da política nacional, inclusive a do Glauber Rocha) e, em seguida, sugere uma investigação. Todos sabem que a família do cara controla um conglomerado midiático que abriga afiliadas da rede Globo, rádio e jornais, mas não sei se isso vem ao caso aqui. E também do caráter elitista-monopolista de sua família no Maranhão e Amapá, é o tipo de situação que o presidente precisa dizer alguma coisa e, às vezes, acaba fazendo uma média. Mas algo me diz que esse cara, o Sarney, não é gente muito das boas...
Mas Mateus, queria saber, o que vc acha de tudo isso?
Não sei muito como analisar essa situação.
No mais, tudo na boa.
Grande abraço,
saudades,
gabriel.






